Verdadeiramente não mais acredito no que poder vir a ser. As coisas estão tão vazias e sem essência. Já não acredito no que acreditava antes.
Essa questão das perspectivas está mudando a minha vida. Esse processo está tirando o meu chão. E então o que penso ser verdade é apenas um fator que me une ao 'rebanho', mas por incrível que pareça, há tempos não me sinto parte dele. Sim, é certo que o impulso à verdade é o que me move, mas tenho vivido como a mais reles mentira.
É tão interessante essa forma de encarar os fatos, pois sinceramente já não me importo. Já não quero me importar com questões que não posso entender. Perco as forças questionadoras das atitudes minhas e alheias, mas não perco o discernimento que preciso para existir.
E então posso eu afirmar que existo porque penso? Claro que não. Existo porque penso e sinto. Existo como fruto do antagonismo entre meus sentimentos e a 'razão' que demonstro em certos momentos. Acredito que agora sim estou capacitada a me fragmentar para enfim entender a essa verdade que se prosta diante meus olhos. Verdade esta que não tem essência, que não acrescenta nada novo, que não tem valor em si.
É incrível. Há muito mais mistérios entre os Céus e a terra do que possamos imaginar...
...Like you sad it woud be.. Life is easy on me..."
Bem, ultimamente tem sido difícil me manter nos eixos. Sinto-me em uma prova de fogo, onde tudo o que pensava ter valor está sendo questionado. Confesso que há uma boa influência Nietzschiana nisso tudo. Tá tão difícil. Tá tão esquisito me perceber um tanto diferente, descontente com essa vida maluca.
Ontem sai da faculdade 22h e fui embora pra casa a pé. É perigoso, perdi meia hora de discussão filosófica (da qual gosto bastante) e ainda me rendeu uma pequenina discussão via celular e uma mensagem estranha. Não sei, mas penso que não tem sentido viver assim, saca? Para quê entrar nesses moldes que tanto se impõem perante meus olhos?
Na aula de TGD, o professor-juiz-que-se-acha-Deus me chamou a atenção. Tudo porque usei o termo "Nóh, mas que sacanagem...". Segundo o professor, uma 'donzela intocável' como eu não deveria usar um termo 'xulo' como esse. Ai.. ai... Isso é porque ele ainda não me viu falando palavrão, pensei...
Mas então, após esse episódio, me pergutei: "Será mesmo que preciso revisar o que falo?" Não sei. Não sei mesmo o que faço no meio desses advogados em potencial. Não me sinto parte desse todo, apesar de adorar o curso. No fundo, tenho descoberto uma relação muito harmoniosa entre mim e filosofia/política (e por que não filosofia política?? rsrs). Espero não ter que esperar chegar no 9º período pra mudar de curso.
Mas mudando drasticamente de assunto, me percebo uma alma vazia em meio à multidão. É uma coisa complicada, porque em meio a 60, veja bem, sessenta pessoas não me sinto nem um pouco completa. Parece que estou numa terra totalmente desconhecida, sem poder contar com alguém, e sem poder confiar em ninguém.
Às vezes me questiono se algumas coisas que me foram ditas há algum tempo fazem sentido e temo ter que concordar, pois é deprimente. Será, meu Deus, será?
Já faz um tempo que parei de 'correr atrás' das pessoas. Percebi que realmente não faz diferença se me faço presente, ou se me faço ausente. Pareço não fazer tanta diferença para as pessoas.
Acho que a tendência à introspecção (será que essa palavra existe?) está tomando conta de mim. Bem, neste caso o que me resta é sair sem governo por ai. Fingir o 'infingível', ouvir o inaudito (como se fosse possível...) e viver.
Pois nada espera.
